domingo, 24 de abril de 2011

SONETILHO DO FALSO FERNANDO PESSOA

"Onde nasci, morri.
Onde morri, existo.
E das peles que visto
muitas há que não vi.

Sem mim como sem ti
posso durar. Desisto
de tudo quanto é misto
e que odiei ou senti.

Nem Fausto nem Mefisto,
à deusa que se ri
deste nosso oaristo,

eis-me a dizer: assisto
além, nenhum, aqui,
mas não sou eu, nem isto."

Carlos Drummond de Andrade

2 comentários:

Diego Elias disse...

Esta poesia é simplesmente linda.

Diego Elias
http://portifoliogradfisica.blogspot.com/

Maria Clara disse...

ei toma meu blog meninasg10.blogspot.com